O último ex-polícia de Minneapolis condenado em tribunal estadual pela morte de George Floyd, o afro-americano que morreu asfixiado sob detenção policial em 2020, foi esta segunda-feira sentenciado a mais quatro anos e nove meses de prisão.
O agente Tou Thao – que já tinha sido condenado em tribunal federal por violar os direitos civis de Floyd – foi o último dos quatro ex-polícias a enfrentar julgamento em tribunal estadual pelo assassínio de Floyd, em Minneapolis, em 25 de maio de 2020.
Ao contrário dos outros três ex-agentes, Thao sempre afirmou que não cometeu nenhum erro e muito menos cometeu um crime.
Este antigo polícia já tinha testemunhado que serviu apenas como um “cone de trânsito humano”, quando reteve civis que manifestaram preocupação enquanto o ex-polícia Derek Chauvin retinha o afro-americano no chão com o joelho, ao longo de nove minutos e meio.
O vídeo de um espectador que capturou os gritos de Floyd, dizendo que não conseguia respirar, tornou-se viral nas redes sociais e espoletou uma vaga de manifestações contra o racismo e contra a violência policial em várias cidades de todo o mundo.
Na audiência de sentença que decorreu esta segunda-feira, Thao repetiu que nunca teve a intenção de ferir ninguém naquele dia, num discurso cheio de referências bíblicas, onde traçou paralelos com os sofrimentos e falsas acusações suportadas por Jó e Jesus, noticiou a agência Associated Press (AP).
O juiz do condado de Hennepin, Peter Cahill, que considerou Thao culpado em maio por cumplicidade no homicídio agravado, destacou esta segunda-feira que esperava de Thao “mais do que oração”.
“Depois de três anos de reflexão, eu esperava um pouco mais de remorsos”, sublinhou o juiz.
Thao foi sentenciado a 57 meses de prisão, uma sentença superior aos 51 meses solicitados pelos procuradores e aos 41 meses solicitados pelo advogado de Thao, Robert Paule.
Fonte: dn.pt
