Preço do pescado varia até 105% em Palmas, aponta levantamento

De acordo com o órgão, foram analisados 94 tipos de pescados, incluindo camarão, bacalhau, salmão, lagosta, lula em anéis e espécies populares como tilápia, corvina e tucunaré.

O Procon Tocantins realizou, nesta terça-feira, 31 de março, uma pesquisa de preços de pescados em estabelecimentos comerciais de Palmas. O levantamento tem como objetivo oferecer um panorama ao consumidor diante do aumento da procura por esses produtos durante a Semana Santa.

De acordo com o órgão, foram analisados 94 tipos de pescados, incluindo camarão, bacalhau, salmão, lagosta, lula em anéis e espécies populares como tilápia, corvina e tucunaré. A pesquisa foi feita em supermercados atacadistas e peixarias da capital.

Segundo o superintendente do Procon Tocantins, Euclides Correia, a iniciativa busca fornecer uma ferramenta prática para o consumidor. Ele afirmou que, diante da alta demanda típica do período, a comparação de preços pode gerar economia significativa.

Diferenças de preços chamam atenção

O levantamento identificou variações expressivas entre os estabelecimentos. O maior destaque foi o Kani Kama de 200 gramas, com diferença de 105%: o produto foi encontrado por valores entre R$ 8,99 e R$ 18,39.

Outros itens também apresentaram oscilações relevantes:

  • Filé de tilápia congelado (800g): variação de 82%, com preços entre R$ 33,90 e R$ 61,59;
  • Camarão rosa descascado (300g): variação de 81%, custando de R$ 59,99 a R$ 108,49;
  • Posta de tambaqui (fresco): variação de 79%, com preços entre R$ 23,99 e R$ 43,00 o quilo.

Os dados reforçam a disparidade de preços no mercado local, indicando que o consumidor pode pagar mais que o dobro por um mesmo produto dependendo do estabelecimento escolhido.

Atenção à qualidade

Além dos preços, o diretor de fiscalização do órgão, Magno Silva, alertou para os cuidados com a qualidade dos pescados. Segundo ele, produtos mal armazenados podem representar riscos à saúde.

O Procon recomenda que o consumidor observe:

  • Condições de higiene do local;
  • Forma de armazenamento (balcões refrigerados ou gelo adequado);
  • Características do peixe fresco, como carne firme, olhos brilhantes e guelras avermelhadas;
  • Temperatura de conservação de produtos congelados (abaixo de -18ºC) e resfriados (abaixo de 0ºC).

Outro ponto de atenção é a presença de água ou umidade próxima aos freezers, que pode indicar falhas na conservação.

Acesso à pesquisa

O levantamento completo está disponível ao público e pode ser acessado pelo link oficial do governo estadual:
https://central.to.gov.br/download/471787

Foto: divulgação

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