Tocantins autoriza concurso da Polícia Civil após 12 anos sem seleção

A previsão é que o certame oferte 452 vagas imediatas para os cargos de delegado, oficial investigador e perito oficial.

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, assinou nesta segunda-feira, 30 de março, a autorização para a realização de um novo concurso público da Polícia Civil do estado. O anúncio foi feito ao lado do secretário de Segurança Pública, Bruno Azevedo, e marca o início dos trâmites administrativos para a publicação do edital.

A previsão é que o certame oferte 452 vagas imediatas para os cargos de delegado, oficial investigador e perito oficial. Segundo o governo, o edital pode ser publicado ainda nesta semana, embora o processo ainda dependa da contratação da banca organizadora, etapa que será conduzida pela Secretaria de Estado da Administração.

Durante o anúncio, o governador destacou o impacto do concurso para o fortalecimento da segurança pública e incentivou candidatos a se prepararem. A fala segue a linha de divulgação institucional comum em anúncios desse tipo, mas não detalha prazos concretos para nomeações nem o cronograma completo do certame.

O secretário de Segurança Pública afirmou que a seleção era aguardada há 12 anos, o que evidencia um longo período sem reposição significativa no quadro da Polícia Civil. O último concurso foi realizado em 2014, o que, segundo especialistas da área, pode ter contribuído para defasagem no efetivo e sobrecarga de trabalho em diversas unidades.

Apesar da expectativa gerada, ainda não há informações detalhadas sobre distribuição das vagas por município, etapas do concurso ou previsão de convocação dos aprovados. Também não foi informado se haverá formação de cadastro reserva, prática comum em seleções públicas.

Salários e cargos

De acordo com os dados divulgados, a remuneração inicial prevista é:

  • Delegado: R$ 21.901,70
  • Oficial investigador: R$ 7.917,97
  • Perito oficial: R$ 17.694,68

Os valores estão dentro da média nacional para carreiras policiais, embora a atratividade do certame dependa também de fatores como condições de trabalho, estrutura das unidades e plano de carreira — pontos que não foram abordados no anúncio oficial.

Déficit e desafios estruturais

A autorização do concurso ocorre em um contexto de necessidade de recomposição do efetivo da Polícia Civil. A ausência de seleções regulares ao longo da última década é apontada como um dos fatores que impactam a capacidade de investigação no estado.

Ainda assim, especialistas costumam destacar que concursos públicos, por si só, não resolvem problemas estruturais da segurança pública. Investimentos em tecnologia, integração entre forças policiais e melhoria das condições operacionais também são considerados essenciais para resultados mais efetivos no combate à criminalidade.

Próximos passos

Com a autorização formalizada, o processo segue agora para definição da banca organizadora e publicação do edital. Só a partir dessa etapa será possível confirmar datas, regras e critérios de seleção.

Com informações do Governo do Tocantins

Foto: Esequias Araujo

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