O estado do Tocantins aparece como o mais bem colocado da Região Norte no índice de formalização do trabalho, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O indicador avalia a proporção de trabalhadores com vínculo formal em relação ao total de pessoas ocupadas a partir de 14 anos, servindo como um termômetro da estrutura do mercado de trabalho.
No cenário nacional, o estado ocupa a 13ª posição, o que o coloca em uma faixa intermediária de desempenho. Embora o resultado indique avanço na formalização, ele não necessariamente reflete, por si só, a qualidade dos empregos gerados, a distribuição de renda ou a estabilidade dessas vagas ao longo do tempo.
Parte do crescimento pode estar associada a fatores econômicos mais amplos, como a dinâmica dos setores de serviços e construção civil, que têm peso relevante na geração de empregos formais. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados mostram que houve saldo positivo na criação de vagas formais no início do ano, com destaque para essas áreas. Ainda assim, é importante considerar que oscilações mensais são comuns e nem sempre indicam uma tendência consolidada.
Outro ponto a ser observado é o perfil das contratações. A maior parte das vagas foi ocupada por homens, com predominância de trabalhadores com ensino médio completo e concentração entre jovens de 18 a 24 anos. Esse recorte sugere que, apesar do aumento da formalização, ainda há desafios relacionados à inclusão de outros grupos no mercado de trabalho.
Além disso, iniciativas de qualificação profissional e intermediação de mão de obra são frequentemente apontadas como fatores que contribuem para melhorar o acesso ao emprego. No entanto, a efetividade dessas ações depende de sua continuidade, da aderência às demandas reais do mercado e da capacidade de gerar inserção duradoura, e não apenas temporária.
Em síntese, o desempenho do Tocantins no ranking indica um avanço relativo dentro da Região Norte, mas deve ser analisado com cautela e em conjunto com outros indicadores. A formalização é um elemento importante, porém não esgota a discussão sobre emprego, renda e qualidade de vida, que envolvem fatores mais amplos e estruturais da economia.
Com informações do Governo do Tocantins
Foto: Carlessandro Souza
